sábado, 23 de agosto de 2014

Situações do Cotidiano

                                           Situações do Cotidiano

A escola tem vivido diversos problemas ao longo dos anos, que partem do conflito pedagógico, do social ao conflito funcional. Desde que foi criada, a escola sempre atendeu aos interesses da classe dominante. A escola nunca foi democrática, porque a sociedade em que vivemos ainda não é verdadeiramente democrática. Os donos do poder são também os donos do saber e os pobres, são excluídos tando da escola quanto da participação nas decisões das mesmas. A escola portanto é parte  integrante dessa sociedade injusta e desigual, em que a regra de comportamento é cada um por si e salve-se quem puder. O descontentamento com a escola é cada vez maior. Buscam se culpados para esta situação. Os pais culpam os professores, os professores insatisfeitos com os baixo salários e sobrecarregados com a carga horária de trabalho, culpam o governo e os alunos. Os alunos, por sua vez, não encontram na escola as respostas para suas interrogações. Infelizmente existem muitas carências...nas escolas  onde as leis não são cumpridas, onde faltam muitos recursos e, onde a desvalorização começa pelos nossos governantes que não investem todos os recursos necessários na educação, para que tenhamos uma educação de qualidade.
já vivi e vi várias situações, como educadora e como mãe de aluno. Exemplo: Quando residi em uma cidade do E. Santo meus filhos eram da E. Infantil, e me indicaram uma escola da rede municipal, que diziam ser muito boa, quando fui procurar vaga para eles não havia vaga. E a minha vizinha foi logo depois de mim, conseguiu a vaga para seus filhos.( A escola reservava vaga para os filhos das pessoas de classe média alta.)
A escola não era para todos.
Quando um deles estava no E. Médio foi humilhado  pela professora de química ao ponto de mudar de escola para não perder o ano letivo e o incentivo de continuar. Mudanças são necessárias para que tenhamos uma escola de qualidade, e que todos tenham acesso sem discriminação de posição social, raça ou cor. Não podemos deixar de sonhar, ousar, buscar com ações diárias uma educação de qualidade que leve o ser humano a querer ser enquanto sujeito participativo e transformador de sua realidade, buscar com ações o bem -estar da coletividade. Este é um desafio que a escola precisa enfrentar, é um caminho repleto de dificuldades, porém necessário, pois se a escola for um espaço de  satisfação e realização, certamente, nenhuma criança ou jovem irá abandoná-la. 

Rotina Diária na Educação Infantil


Tive a oportunidade de participar e registrar, alguns momentos que fazem parte da rotina  diária da sala de aula, da professora tia Noemi ,com a turminha de 5 anos da Educação Infantil de uma escoa privada.



Através do cartaz montado pela professora com o nome da criança,  a professora trabalha as sílabas em foco.








A hora do lanche,  é um momento muito descontraído, onde observei que as crianças interagem e compartilham.



As crianças realizando uma arte proposta pela professora Noemi usando o giz de cera e folhas naturais.


                                               Plantando cuidando e observando e registrando.




                                       


Achei muito legal essa atividade desenvolvida pela professora com as crianças. A professora contou a história da sementinha, e os alunos plantaram sementes de alpiste, e todos os dias eles cuidava e  observavam  o seu  nascimento. E realizaram o registro da história.

domingo, 4 de maio de 2014

Atividade Brasil

Paulo Freire concebe educação como reflexão sobre a realidade existencial.
Articular com essa realidade nas causas mais profundas dos acontecimentos vividos, procurando inserir sempre os fatos
particulares na globalidade das ocorrências da  situação.

Aprendizagem da leitura e da escrita equivale a uma releitura do mundo. Ele parte da visão de um mundo em aberto, isto é, a ser transformado em diversas direções pela ação dos homens.

Paulo Freire atribui importância ao momento pedagógico, mas com meios diferentes, como práxis social, como construção de um mundo refletido com o povo.

Para Paulo Freire o diálogo é o elemento chave onde o professor e aluno sejam sujeitos atuantes. Sendo estabelecido o diálogo processar-se-á a conscientização porque:

a. é horizontalidade, igualdade em que todos procuram pensar e agir
criticamente;

b. parte da linguagem comum que exprime o pensamento que é sempre um pensar a partir de uma realidade concreta. A linguagem comum é captada no próprio meio onde vai ser executada a sua ação pedagógica;

c. funda-se no amor que busca a síntese das reflexões e das ações de elite versus povo e não a conquista, a dominação de um pelo outro;

d. exige humildade, colocando-se elite em igualdade com o povo para aprender e ensinar, porque percebe que todos os sujeitos do diálogo sabem e ignoram sempre, sem nunca chegar ao ponto do saber absoluto, como jamais se encontram na absoluta ignorância; e. traduz a fé na historicidade de todos os homens como construtores do
mundo;

f. implica na esperança de que nesse encontro pedagógico sejam vislumbrados meios de tornar o amanhã melhor para todos e,

g. supõe paciência de amadurecer com o povo, de modo que a reflexão e a ação sejam realmente sínteses elaboradas com o povo.


http://www.paulofreire.ufpb.br/paulofreire/File



domingo, 27 de abril de 2014

Aspectos da Filosofia Contemporânea



História e Progresso
O século XIX é, na filosofia, o grande século da descoberta da história ou da historicidade do homem, da sociedade, das ciências e das artes.
A visão progressista da humanidade foi também desenvolvida pelo filósofo Auguste Comte, que atribuía o progresso ao desenvolvimento das ciências.
“saber para prever, prever para prover”
No séc. XX a ideia de progresso passou a ser questionada, pois servia de desculpa para legitimar colonialismos e imperialismos.
O MAIS adiantados – dominando os menos adiantados (atrasados).
“Passa-se também a criticar também a ideia de progresso das ciências e das técnicas, mostrando-se que, em cada época histórica e para cada sociedade, os conhecimentos e as práticas possuem sentido e valor próprios, levando em conta cada sociedade e sua historicidade”.

As Ciências e as Técnicas
No século XX, a filosofia passou a desconfiar do otimismo científico-tecnológico.
As ciências e as técnicas foram incorporadas a grandes complexos industriais e militares, que financiam pesquisas e definem o que deve ser pesquisado e como serão utilizados os resultados.
Exemplo: Complexo industrial-militar das grandes potências mundiais.

Razão Instrumental e Razão Crítica
A razão instrumental é a razão técnico-científica, que faz das ciências e das técnicas não um meio de liberação dos seres humanos, mas um meio de intimidação, medo, terror e desespero.
A razão crítica é aquela que analisa e interpreta os limites e os perigos do pensamento instrumental e afirma que as mudanças sociais, políticas e culturais só se realizarão verdadeiramente se tiverem como finalidade a emancipação do gênero humano.
Os ideais políticos revolucionários
A filosofia do séc. XX, passou também a desconfiar do otimismo revolucionário (anarquismo, socialismo, comunismo) e das utopias e a indagar se os seres humanos, os explorados e dominados serão capazes de criar e manter uma nova sociedade, justa e feliz.

http://weliandreicampelo.blogspot.com.br/2012/04

Filosofia
Zeca Baleiro

O mundo me condena
E ninguém tem pena
Falando sempre mal do meu nome
Deixando de saber
Se eu vou morrer de sede
Ou se vou morrer de fome.
Mas a filosofia
Hoje me auxilia
A viver indiferente assim.
Nesta prontidão sem fim
Vou fingindo que sou rico
Para ninguém zombar de mim.
Não me incomodo
Que você me diga
Que a sociedade
É minha inimiga.
[Hoje] cantando neste mundo
Vivo escravo do meu samba
Muito embora vagabundo.
Quanto a você
Da aristocracia
Que tem dinheiro
Mas não compra alegria
Há de viver eternamente
Sendo escrava desta gente
Que cultiva hipocrisia.
Noel Rosa, 1933

Conclusão:
A música Filosofia do Zeca Baleiro retrata a realidade como o mundo,( pessoas) tem se portado. Um ser egoísta, indiferente onde não preocupa-se mais com o próximo e sim com a vida alheia do outro.
Vivemos numa sociedade hoje que é mais importante ter do que ser, e diante disso pessoas fingem, tornam-se hipócritas, para serem aceitos em determinados grupos.Vivendo uma vida de hipocrisia, fingimento.
Muitos acham que o dinheiro pode comprar tudo, esquecendo que a paz interior, alegria, felicidade! O dinheiro não pode comprar.